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segunda-feira, 2 de junho de 2014

MARLOS: O FUTURO COMEÇA HOJE

Ele, Marlos Costa

Hoje, às 19 horas, no Clube Tamoio, o vereador Marlos Costa, uma das maiores lideranças políticas de São Gonçalo atualmente, fará a sua já tradicional prestação de contas do mandato, o segundo consecutivo, numa trajetória que começou em 2008 com sua primeira vitória ao parlamento municipal.

Após seis anos de mandato, o parlamentar morador do Alcântara e rubro-negro roxo, se sente seguro para voos mais altos, mas precisamente ao Congresso Nacional, na capital do país. Hoje, também, será anunciada sua pré-candidatura a deputado federal, o que dará ao evento, e ao próprio Marlos, uma sensação de rito de passagem. 

Ele se sente preparado para este enorme desafio e responsabilidade. Porém, este sentimento não parte de uma percepção pessoal, mas da classe política, tanto entre adversários e correligionários; de parcela expressiva da sociedade civil organizada, que teve no vereador um interlocutor confiável e aliado em questões importantes para a cidade. VEJA AQUI AS LEIS APROVADAS.

Na Câmara de Vereadores, a sua formação como advogado e técnico do Tribunal de Contas do Estado o ajudaram a encarar com tranquilidade a inexperiência de marinheiro de primeira viagem. Em 2009, não teve dificuldade em assumir a importante comissão de Constituição e Redação, assim como também não titubeou em aceitar ficar à frente da comissão de Educação, tema caro ao parlamentar e à sua esposa, Cristiane Fiuza, professora de História, conhecedora por dentro dos problemas da área.

Em 2010, em meio à tragédia das enchentes que assolaram a cidade, Marlos teve sangue frio em lidar com uma situação que afetara diretamente a sua família no bairro Jardim Catarina, fortemente castigado. Transformou a Câmara numa referência das ações que seriam tomadas pelo governo do estado naquele momento difícil em que a prefeitura se encontrava paralisada. Conseguiu articular com o secretário do Ambiente à época (Carlos Minc) um plano emergencial de assistência à cidade que tem desdobramentos até hoje com ajuda do governo federal.

Se aproximou, com forte convicção democrática, dos ainda incipientes movimentos sociais organizados de diversas áreas, dialogando, assimilando as suas demandas com vista a consolidá-los e assim se tornarem forças políticas legítimas nesse novo cenário que surge no horizonte político brasileiro. "Um dos maiores problemas de São Gonçalo é a ausência de uma sociedade civil organizada forte e consolidada", sempre dizia. Para o nosso bem, esse panorama começa a mudar, com a sua ajuda.

Vejo em Marlos todas as qualidades técnicas e principalmente políticas que esse novo momento brasileiro exige. A nossa cidade e todo o leste fluminense agradecem uma desejada vitória de Marlos em 5 de outubro próximo. A caminhada à vera começa em julho, mas hoje será um passo importante e definitivo para o nosso futuro. Sorte ao vicentino e rubro-negro Marlos Costa.








domingo, 20 de abril de 2014

ACABOU O QUE NEM COMEÇOU?

 


Um acontecimento histórico, entre 280 e 279 aC, sobrevive até os dias de hoje e persegue principalmente os ambiciosos desmesurados cegos pelo seu próprio desejo. Refiro-me à Batalha de Heracleia, na Guerra Pírrica, que recebeu este nome em função do rei de Épiro, Pirro.

Sobre esta batalha, Plutarco, historiador romano de origem grega, registra um relato de outro historiador, também grego, Dionísio de Halicarnasso:
"Os exércitos se separaram; e, diz-se, Pirro teria respondido a um indivíduo que lhe demonstrou alegria pela vitória que "uma outra vitória como esta o arruinaria completamente". Pois ele havia perdido uma parte enorme das forças que trouxera consigo, e quase todos os seus amigos íntimos e principais comandantes; não havia outros homens para formar novos recrutas, e encontrou seus aliados na Itália recuando. Por outro lado, como que numa fonte constantemente fluindo para fora da cidade, o acampamento romano era preenchido rápida e abundantemente por novos recrutas, todos sem deixar sua coragem ser abatida pela perda que sofreram, mas sim extraindo de sua própria ira nova força e resolução para seguir adiante com a guerra."
Todos os gonçalenses atentos à sua própria cidade acompanharam o desenrolar da campanha de 2012 e podem testemunhar o esforço do candidato pelo PR, Neilton Mulim, em se tornar prefeito de São Gonçalo. Foi uma vitória apertada no primeiro tento sobre a deputada Graça Matos, esta então o apoia no segundo turno junto a outros atores políticos importantes que então se opunham ao candidato da prefeita Aparecida Panisset, seu pupilo sorongo Adolpho Konder.

Já sacramentados os acordos de gabinete, - que pelo bem da moralidade nunca serão postos ao torvelinho público - restava ao antagonista do panissetismo segurar firme o vento a seu favor e tornar crível o conto de fadas de suas promessas acreditando que jamais seria cobrado por elas. Afinal, desde Quinto Cicerón, sabemos que promessas numa campanha são para alimentar esperanças nos eleitores, não necessariamente para serem cumpridas.

E, assim, o Cícero desta freguesia, que foi aluno aplicado de Quintus Garotinho, nos encheu de esperança os nossos corações com a tarifa de transporte a UM E CINQUENTA e com o reajuste linear de todo o funcionalismo público a 20%. Foi eleito, claro. Eleito com os votos das gentes crentes no barateamento do transporte, com o fim da corrupção, no desmantelamento da 'república abençoada', na criação de uma empresa pública de coleta de lixo. Foi eleito com a ajuda de milhares de professores e professoras da rede pública de educação, das merendeiras, do funcionalismo que sua pra dar alguma dignidade à administração desfazendo bobagens de gente oportunista comissionada enxertada no poder público.

Mal completados 6 meses de governo, o espírito do tempo assombra e se instala nas escadarias da sede do poder máximo do município. Azar ou ironia, o que se ouvia na rua era justamente aquilo que Mulim supusera estar a caminho do esquecimento ou do folclore eleitoral. O povo cobrava, cobrava e cobrava do prefeito o que este sabia impossível. Mas, mesmo assim, um tanto atordoado e perplexo com o fenômeno nacional por mobilidade e que-tais, vem a público através da midia amiga local dar explicações e estabelecer datas para saciar o despertar da cidadania.

Eis que sabemos pelo seu lugar-tenente, - espécie de cardeal Richilieu às avessas, e que as más línguas afirmam ser o prefeito de fato, - ele, Sandro Almeida, que a equipe de governo não tinha a menor ideia de como pôr em prática a tarifa a R$ 1,50 nos transportes da cidade. Na ocasião afirmara não poder fazer muita coisa além de aprofundar os estudos de viabilidade orçamentária apenas para o ano de 2014, e que, diferentemente do que havia proposto na campanha, somente uma parcela da sociedade teria direito à 'tarifa social'.

O tempo passou e, ao invés de implantar o programa tarifário prometido, o governo, via decreto concede às empresas de transporte o aumento dos tão temidos e emblemáticos 20 centavos no início deste ano. Fato este que gerou reações ruidosas mesmo que tímidas nos movimentos sociais organizados da cidade, mas também uma revolta surda em toda a população que antes creditava em Mulim alguma credibilidade para tocar as transformações tão almejadas em São Gonçalo.

Não bastasse a Mulim o infortúnio político causado pelos novos tempos em todo o Brasil, vimos aqui em São Gonçalo o quão um governo pode ser inábil até em cuidar do seu próprio quintal. O funcionalismo, que aderiu entusiasmado à campanha do atual mandatário, hoje faz um movimento reivindicatório inédito na história da cidade, cobrando simplesmente aquilo que placidamente o candidato dizia ser possível: restituição de perdas e aumento salarial, profissionalização da burocracia e diminuição radical dos cargos políticos comissionados que, segundo informações da secretaria de administração, chegam a 5 mil, ou 40% de todo o funcionalismo municipal, número extremamente alto de aparelhamento da máquina pública.

Os professores e profissionais da rede de ensino municipal estão em greve desde o dia 25 de março fazendo diariamente manifestações em frente à prefeitura e não há sinais de que pretendam arrefecer o movimento. Pedem melhorias nas condições de trabalho, transparência e descentralização na distribuição de recursos e eleições diretas para as diretorias de escola. Aos professores, semanas depois, se juntaram os Agentes Comunitários de Saúde e mais recentemente os funcionários das secretarias de administração, fazenda e procuradoria.

O ineditismo do movimento  unificado do funcionalismo na cidade só se explica pelo surgimento e amadurecimento das suas respectivas organizações de classe, o SINDSPEF, sindicato dos funcionários efetivos e o SINACS-RJ, dos agentes comunitários de saúde, estes que vieram a se juntar ao velho e até pouco tempo solitário SEPE, dos professores. Os trabalhadores organizados e mobilizados nesta conjuntura pós-eleitoral não entraram no cálculo político do governo Mulin, e o imobilismo do prefeito frente às manifestações é um sinal claro de que falta entendimento sobre o que está acontecendo na sociedade como um todo.

Sobre isso, o vereador Marlos Costa (PT) nos dá algumas pistas acerca dessa São Gonçalo contemporânea:

"O que ocorre em São Gonçalo não pode ser apartado do que ocorre no restante do Brasil em cidades com perfis semelhantes. O ganho de renda dos trabalhadores os elevaram a um outro patamar de conquistas que ora se refletem em exigências nas melhorias do serviço público ora na melhoria de suas condições de trabalho. Os movimentos sociais que no final da década de 1980 e início de 1990 foram desarticulados muito por conta da cooptação do poder público, hoje ressurgem na cidade através da organização dos trabalhadores que não mais aceitam a continuidade de políticas provincianas na cidade. Tenho comigo a convicção de que uma mudança real em São Gonçalo se dará através do surgimento e fortalecimento da sociedade civil organizada, e não de salvadores da pátria que em nada, historicamente, favoreceram a democracia e as instituições. A decisão do prefeito em não dialogar com o funcionalismo frente a frente dá-nos a certeza de que ele não entende o que de novo está acontecendo na cidade. É um erro primário você brigar com a história que se constrói aos nossos olhos."

O também vereador pelo PT, Professor Paulo, presidente da comissão de educação da Câmara, provocado pelo comando de greve dos professores, teve acesso e publicou documento em que constava a relação das escolas e os seus devidos repasses de verbas municipais e do Fundeb. Isso provocou uma reação inusitada da secretária de educação do município, Regina Santos, reclamando formalmente ao prefeito a divulgação de tal documento que é público. A atitude da secretária acabou escancarando a política centralizadora do governo Mulim, desconstruindo o que vinha sendo praticado desde o governo de Henry Charles de autonomia das escolas. A secretária foi exonerada no que foi considerado pelos professores como sua primeira vitória, embora desconfiem das ações protelatórias do governo, em sua velha estratégia de enfraquecer o movimento reivindicatório por inércia.

Mulim, que se nega em receber a sua outrora base eleitoral, o funcionalismo, segue em sua cavalgada eleitoral em eleger o seu irmão Nivaldo para a Alerj. Este, vereador, que renunciou ao cargo de secretário de desenvolvimento social, parece que viu coisa tenebrosa na Câmara pro lado do governo. Os vereadores, que reclamam da postura estafeta do prefeito, não lhe dão sossego. Rejeitaram mensagem do governo - estapafúrdia- que daria às 1.500 vans o direito total e absoluto à bandalha. 14 vereadores deram um nó político no prefeito que está amarrado à lei de concessões de transporte na cidade. A decisão foi técnica, mas os desdobramentos políticos são irreparáveis.

O governo Mulim acabou. Vitória de Pirro.

quarta-feira, 12 de março de 2014

DE IMBOAÇU PARA IM(RUIM)AÇU

Maior obra de infraestrutura e de recuperação ambiental da história de São Gonçalo sofre com incertezas para o futuro




AGÊNCIA AB/JORNAL O GUARDA

As obras do PAC Imboaçu de revitalização urbanística e ambiental do entorno do rio que leva o mesmo nome corre o risco de parar em março. Motivo: falta de pagamento do INEA (Instituto do Ambiente) à empreiteira Odebrecht, responsável pelo projeto executivo do empreendimento que atinge os bairros do Engenho Pequeno, Lindo Parque, Brasilândia, Boaçu e Boa Vista.

Os rumores de paralisação das atividades tomaram o imaginário da população ainda em novembro passado e, já em dezembro, surgiram indícios fortes da própria Odebrecht, que demitiu metade dos funcionários do canteiro de obras localizado na Rua Imboassu. Os cortes continuaram a ocorrer em janeiro e em fevereiro atingindo todo o corpo técnico (engenheiros) da obra. Agora e finalmente a empresa está prestes a soltar um comunicado público e oficial anunciando o fim de suas atividades no sentido de pressionar o INEA e o governo federal para que normalizem os repasses dos recursos, algo em torno de R$ 50 milhões de um total de R$ 96 milhões que é o custo total da obra sem aditivos.

Com a indefinição e paralisação das obras, as famílias que já acertaram sua realocação e que ainda não foram indenizadas sofrem com angústia e ansiedade sobre o seu futuro, além de sofrerem o descaso e abandono das autoridades das três esferas de governo (municipal, estadual e federal) que não se pronunciam sobre o assunto.

O PAC Imboaçu faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) sob responsabilidade do Ministério das Cidades que repassa a maior parte das verbas (75%) ao estado que gerencia os recursos. As obras começaram em dezembro de 2012 e têm como previsão de  término junho de 2014.

DEMORA NAS INDENIZAÇÕES IRRITA MORADORES


O cronograma original do PAC Imboaçu contempla 600 famílias/imóveis impactados pelas obras. Desse total pelo menos 400 dessas famílias já finalizaram a fase de negociação para terem direito a indenização. Porém, muitas famílias esperam mais que o estipulado (3 meses) para receberem.

É o caso de Wanderson Barroso, que está desde julho de 2012 esperando o cheque do INEA: “Já perdi três casas por causa da demora. O dono do imóvel não espera e vende pra outro. A minha vida virou do avesso”, disse.

Outro problema grave são as invasões pelo tráfico às casas que ficaram vazias e que ainda não foram demolidas nas ruas Aruana (Boa Vista) e Joaquim Vieira de Souza, no bairro do Boaçu.